Fafá, preciso abrir o jogo: eu vim pra sua aula achando que dança era só pra gente feliz.
Vim à convite da Marli Bueno.
Eu estava péssima. Depressão brava, daquelas que faz você desistir de você. Minha família já não sabia mais o que fazer comigo.
Primeiro dia eu travei. Tinha coordenação de poste e ânimo de segunda-feira chovendo. Pensei: “vou ser o desastre da turma”. Mas você com aquele sorriso de quem já viu de tudo e falou: “aqui a gente erra junto e ri junto”.
E eu ri. Pela primeira vez em meses, eu ri de verdade. Ri de mim, do passo errado…
Aos poucos a aula virou meu compromisso sagrado. Terça e sexta, eu levantava da cama porque sabia que tinha gente me esperando. Tinha música, tinha abraço, tinha você gritando “ISSO, GAROTA” mesmo quando eu tava toda torta.
Fafá… você não me ensinou só a dançar. Você me lembrou que eu ainda estava viva aqui dentro.
Essa turma segurou minha mão sem nem pedir licença, um passo de cada vez, uma risada de cada vez.
Hoje quando me olho , eu não vejo a mulher acabada que entrou aqui. Vejo alguém que voltou a se gostar. Vejo alguém que tem vontade de fazer planos de novo.
Obrigada por transformar essa sala no lugar onde eu voltei a ter esperança.
Vocês foram, e ainda são, a parte mais bonita da minha cura.
Gratidão super’ Fafá ”
Por sua generosidade e alegria que contagia onde quer que vá..
Bjus ❤️ 💋